Fundada em Jerusalém no século 11, a Ordem de Malta é uma das mais antigas organizações de auxílio aos necessitados no mundo. Nasceu com a finalidade de prestar assistência aos peregrinos e doentes. Para atendê-los, foi construído um hospital dedicado a São João Batista.

Com a expulsão dos cristãos dos lugares santos, os Cavaleiros de São João, como eram então conhecidos, transferiram-se para Rodes e, mais tarde, para Malta, onde a Ordem foi finalmente batizada como Soberana Ordem de Malta.

Em 1798, com a invasão da ilha por Napoleão Bonaparte, a Ordem foi obrigada a se mudar e se estabeleceu em Roma, onde está até hoje.

Atualmente a Ordem de Malta mantém relações diplomáticas com mais de 100 nações no mundo, nem todas elas católicas, pois a entidade é neutra e apolítica. Sua ação em prol dos que sofrem é amplamente reconhecida, por isso tem representação em diversos organismos internacionais, inclusive na Organização das Nações Unidas (ONU), na qualidade de Observadora Permanente.

Com uma longa história de solidariedade e acolhimento, há dez séculos a Ordem de Malta vem desenvolvendo ações humanitárias, sempre com a colaboração de voluntários, e patrocinando um vasto programa assistencial por meio de suas Associações Nacionais, presentes em mais de 130 países, com atuação em todos os continentes.

Características da Ordem

  • A Soberana Ordem de Malta é uma entidade de direito internacional, que tem a sua própria constituição, suas próprias instituições e emite passaportes e selos.
  • O 79º Grão-Mestre, Fra ‘Matthew Festing, foi eleito a mais alta autoridade da Ordem, cargo vitalício em 11 de março de 2008.
  • A Soberana Ordem de Malta faz parte da ONU na qualidade de observador permanente e é também representada no World Health Organization, na FAO, na UNESCO, na Alta Comissária da ONU para os Refugiados (ACNUR), no Alto Comissariado para os Direitos Humanos (ACNUDH), na Comissão Europeia e no Conselho da Europa.
  • A Ordem tem relações diplomáticas com 104 países – muitos dos quais não católicos – e missões nos principais países europeus, bem como nas organizações europeias e internacionais. A Ordem de Malta é neutra, imparcial e não política, razão pela qual ela pode atuar com sucesso como um mediador entre os Estados.
  • Seus 53 grandes conventos e associações nacionais (incluindo a Ordem de Malta no Brasil) respondem por mais de 13 000 membros e cerca de 120 mil voluntários que trabalham em 130 países.